18 novembro, 2011

Conto Sophia e Fernanda




Era tarde da noite e Sophia não queria dormir sozinha em casa...
Sophia era loira, alta e morava com sua amiga de infância - 23 anos, hétero e namorando -, tinha 21 anos, trabalhava como auxiliar administrativo numa empresa de médio porte que ficava a 1 hora de sua casa. De certa forma, já tinha conquistado sua independência desde muito cedo. Sophia tinha um caso com Fernanda, que tinha apenas 16 anos, era morena, ainda estudava e era sustentada pelos pais – que eram separados – o que pra Sophia, não mudava em nada. Sophia gostava do jeito que Fernanda levava a vida e de como já tinha se assumido tão cedo pra família. Ela adorava passar as tardes, abraçada com Fernanda no sofá de sua casa.
Sophia naquela noite saiu do trabalho já sabendo que iria dormir sozinha, visto que sua amiga dormiria na casa do namorado, como estava fazendo há quase uma semana. Fernanda era filha do namorado da amiga de Sophia e ele não poderia nem desconfiar que elas tivessem um caso ou tudo iria pro espaço. Ele era religioso e na certa iria terminar com a namorada achando que ela as encobria, talvez denunciasse Sophia por pedofilia e ainda provavelmente daria uma surra em Fernanda, pois, ele não aceitava sua filha ser homossexual.
Ao sair do trabalho, Sophia ligou para Fernanda e a convidou a dormir na casa dela. De certa forma a estava convidando a uma noite de prazer, sem hora para acabar. Fernanda relutou um pouco e por fim, conseguiu a permissão da mãe para ir dormir na casa de Sophia. Como marcado por telefone, Fernanda aguardou a condução de Sophia passar e embarcou nela para que fossem juntas. Ao chegar ao condomínio em que ela morava, Sophia cumprimentou o porteiro que a essa hora já desconfiava de Sophia com Fernanda. Ele sabia que não eram apenas amigas. Sophia beijou o rosto de Fernanda e perguntou o porquê da expressão facial de chateação que ela estava. Fernanda respondeu que tinha tido uma discussão com a mãe, em que sua mãe disse que ela estava saindo demais para uma garota de 16 anos. Sophia concordou com a mãe de Fernanda, que também concordou e deu razão a mãe depois sabendo que tudo não passava de zelo da mãe por ela.
Subiram as escadas do bloco depressa, mãos passeando pelo corpo, na euforia de poder tocar uma à outra. Entraram no apartamento e logo as bocas haviam se encostado. O hálito quente de ambas denunciava que o prazer era imenso de uma para outra. Sophia jogou Fernanda no sofá e pulou em cima dela a fim de deixar que os corpos sentissem o calor da excitação que estavam sentindo. Fernanda já estava perdendo o fôlego com os beijos que Sophia a dava. Foi quando Sophia afastou o corpo, levantou do sofá e disse que ia tomar banho, pois, queria estar cheirosa pra Fernanda.
Fernanda ao perceber que Sophia já estava no banho aumentou o tom de voz e falou que quando ela saísse do banho, teria uma surpresa. Sophia tentou saber o que era e mesmo implorando embaixo do chuveiro com a porta do banheiro separando as duas, não conseguiu saber. Fernanda fazia jogo duro quanto às surpresas para Sophia. Ao sair do banho, Sophia vestia um conjunto de lingeries com estampa de onça e ao olhar pro sofá, se deparou com Fernanda apenas de lingerie também. Fernanda sabia como provocar Sophia e ela adorava isso.
Como antes, Sophia deitou Fernanda no sofá e começou um tribadismo ainda de lingerie. A excitação foi aumentando e Sophia sugeriu ir para o quarto em que a cama proporcionava maior espaço para ambas. Sophia parecia querer arrancar a lingerie de Fernanda e a jogou com toda força sobre a cama. Recomeçou o que estava rolando no sofá e ouviu o primeiro gemido de Fernanda. Sophia como sempre ousada colocou a mão direita por cima de onde brotava líquido de Fernanda e eis que surgiu mais um gemido. Esse tinha um tom mais seco, porém, mais alto. Sophia parecia querer arrancar a calcinha de Fernanda enquanto movia as mãos sobre ela.
Finalmente e para provocar Fernanda, Sophia passou as mãos cautelosamente sobre o corpo de Fernanda a fim de levantar até pêlos inimagináveis. A cada toque de Sophia, Fernanda se arrepiava mais e Sophia ria por saber que podia proporcionar prazer a ela. Ao saber que já tinha passado a hora de avançar mais um passo, Sophia arrancou o soutien de Fernanda que gemeu e contorceu o corpo. Sophia então, com a mão direita apalpava Fernanda e a sentia cada vez mais molhada e com a boca fazia movimentos circulares e bem lentos até chegar aos seus seios. Com isso ela via bicos tão arrebitados quanto dois suspiros doces pronto a serem devorados pela boca de Sophia.
Sophia aumentava o ritmo com as mãos e diminuía cada vez mais o ritmo com a boca sobre os seios de Fernanda. Fernanda pedia para ser sugada e Sophia queria maltratar ainda mais até que ela não agüentasse mais. Soltou os seios e desceu a boca em direção a barriga. Fernanda a essa hora implorava para ser sugada e empurrava a cabeça de Sophia para baixo. Sophia lambeu cada centímetro da parte interna das coxas de Fernanda que gemia alto e contorcia seu corpo cada vez mais como se já não agüentasse mais a tortura que Sophia estava fazendo com ela.
Sophia então passou a língua na dobra entre a perna e seu sexo fazendo movimentos de vai-e-vem e via que o olho de Fernanda parecia virar de tanto prazer. Ela o arranhava e gemia cada vez mais alto. Sophia então lhe tirou a calcinha e a viu completamente nua. Pôde então contemplar quão linda Fernanda era e agora estava na sua cama. Passou a língua em sua fenda e pôde sentir seu gosto – e que gosto! Fernanda estava deliciosamente gostosa e totalmente entregue ao momento e Sophia ia ao delírio a cada gemido e arranhão que Fernanda lhe dava. Para torturar ainda mais, Sophia começou a fazer movimentos circulares em seu sexo e vez por hora, mudava o ritmo para que Fernanda não se acostumasse ao mesmo movimento. Fernanda gritava de prazer e pedia para ser penetrada, mas, Sophia sabia que ainda não era a hora. Fernanda implorava para ser penetrada e pegava na mão de Sophia e ela a dava tapas na cara chamava de nomes sujos e Fernanda gemia ainda mais.
Então Sophia colocou um dedo dentro do sexo de Fernanda que quase gritava pedindo outro dedo. Sophia sorria e achava deliciosa a forma que Fernanda movia seus quadris em seu dedo para convencer a colocar outro. Sophia então a penetrou com dois dedos e Fernanda gemeu como nunca havia feito antes. Sophia fazia movimentos com a ponta dos dedos na direção do clitóris de Fernanda e Fernanda arranhava cada vez mais as costas de Sophia. Sophia por 3 segundos parou tudo o que estava fazendo para ver a face de Fernanda que estava suada, trêmula e ainda rebolava nos dedos de Sophia. Fernanda implorou para que ela a comesse e Sophia obedeceu. Comeu, chupou, bateu na cara de chamou de todos os termos mais pejorativos e que Fernanda adorava ouvir.
Por fim Sophia a beijou com vontade e Fernanda sorriu, feliz, por ter tido a melhor noite de amor da sua vida.

16 novembro, 2011

Anything is forever...


(Re) Editando...


A chuva cai sobre o telhado e as lágrimas rolam como se eu não tivesse controle.
As gotas de lágrimas escorrem sobre meu rosto ainda úmido de lágrimas passadas. Cada lágrima representa um momento feliz que tivemos. Tudo o que vejo é o vidro da janela respingado das poucas gotas que recaíram sobre ele.
Você não está aqui; está longe. Talvez você esteja se divertindo com outras garotas; rindo, bebendo algumas cervejas e eu sempre aqui. Essa dor no peito me tortura e eu tento fazê-la ir embora. Coloco uma música e não adianta, pois, na letra diz “I can’t live without you”. Ainda tento entender como consigo suportar tudo isso, como ainda consigo viver com essa angústia.
Quero gritar. Sim, quero gritar! Quero gritar pra o mundo inteiro ouvir o quanto em meu peito há dor. A voz melancólica que sai da música traz mais lágrimas aos meus olhos e elas caem em minha face. Choro. Choro um choro seco; um choro de apenas uma lágrima. Já não existe mais felicidade e a música insiste em dizer “I will trust in you”. Como posso “trust in you” se nem a tenho? Há um desespero, uma agonia, uma vontade louca de dizer “não me deixe; sem ti não sou nada”. Apenas me sufoco em minhas próprias palavras, em minha própria tirania, em minha própria insanidade.
Quando senti que já não existia mais estímulo de vida, vontade de respirar, subiu uma força que me embalou e me trouxe aqui pra te dizer as palavras: jamais pense que eu te esqueci pois não, eu não esqueci. Apenas deixei você voar com as próprias asas e respirar o ar da vida. Agora, você tem total liberdade e espero que faça das escolhas, as melhores. Obrigada por ter passado pela minha vida e ter deixado um rastro tão forte. Aprendi muito com você e espero reciprocidade. Vai e veja como a vida ensina. Só não esqueça que um dia alguém disse “nunca deixarei de te amar.”

“Mas eu queria suas mãos nas minhas
Revelar as fotos que tiramos e ninguém sabia...” ♪


08 março, 2011

Ainda vou te encontrar...






Te observar é tão bom!
Como é lindo o jeito em que você toca os fios de cabelo e ao mesmo tempo sorri. O sorriso é sem jeito, sem graça, porém alegre.
Suas covinhas logo aparecem e a fazem ter uma feição ingênua que jamais poderá ser vista igual nesse mundo.
É menina, você é fascinante. O mundo pára e você caminha. Seus passos são curtos e graciosos. Até quem não aprecia, pára pra observar. Você faz com que todos a olhem e eles te olham com gosto.
Quero ter você pra mim. Seu vestido voa e você caminha. Seu caminhar é lento. Seu jeito é de parar qualquer pessoa. Você tem um encanto magnético.
Eu gastaria todo o meu tempo a te observar dormir, a ver você sorrir enquanto dorme. Você se mexe na cama e eu sorrio. Parece um felino se aninhando. Seu corpo quente encosta no meu e sem perceber, você faz do meu braço seu travesseiro. E você dorme. Dorme o sono de um anjo. Você me deixa perplexa com teu jeito inocente.
Você acorda e sorri. Lá vem suas covinhas denunciar sua timidez. Sua timidez me alucina. Gosto tanto desse seu jeito menina de viver e de ser. Você toca nos colares a escolha de um bonito pra pendurar no pescoço. Nada nesse mundo ilumina mais que teu sorriso. Ele é esplêndido. 
Você se maquia e eu ali parada te observando. Cada detalhe seu me deixa sem ação, sem atitude. A cada respiração tua, eu percebo o quão menina você é. Meiga dos pés a cabeça, coloca os brincos cautelosamente e se olha no espelho. Melhor visão não há. Seu rosto tem contornos iguais aos de boneca. Você vira, olha pra mim, sorri. Me dá um beijo e sai. Minutos depois abro os olhos, sento na cama e percebo que você esqueceu seu colar sobre minha cama. Tudo fora um sonho. E que sonho! Não desejava acordar nunca. Seus detalhes estão fixos em minha mente e eu tenho a certeza de um dia ainda te encontrar por entre as pessoas na rua, no mundo. Seu cheiro está no ar e é um perfume doce, suave, sem comparação a nenhum outro. Você esteve ali eu sei e sei também que nosso encontro não está longe. Anjo meu.

06 março, 2011

O tempo fechou...






(...) E não foi o da meteorologia. O tempo que fechou foi esse espaço criado no momento em que você dissera que não lutaria mais por nós, que realmente não tínhamos mais jeito. Esse vazio no peito, essa angústia, essa vontade descontrolada de chorar vem do que a gente passou, de como terminou.
Me sinto como um balão que está prestes a explodir. Não posso demonstrar nada. Tento tirar você de mim, ainda que da minha mente, mas, de que adianta se é no coração que você insiste em permanecer? Me sinto uma idiota, uma tola. Não sei o que pensar de mim; juro não saber. Ter você ainda que sofrendo me faz bem, mas, ficar sem você é como se o tempo tivesse fechado e as únicas cores que eu consiga ver sejam: preto, branco e cinza.

Queria você aqui comigo pertinho, me apoiando, me dando conselhos. Será que é difícil pra você entender que eu te amo? Será que é difícil entender que palavra nenhuma vai explicar minha crise de choro naquele dia? Será que tudo o que eu fiz até hoje foi pouco? Será? Essa incerteza me corrói os membros. Fico sem forças, mas, o nó ainda está aqui na minha garganta. Sinto uma vontade de gritar, mas, já não me restam voz  e nem palavras. Nada do que eu fizer vai chamar sua atenção a olhar pra mim e perceber que sem ti, não sou nada; que sem ti, não passo de mais um ser humano.

É estranho... Tudo é estranho quando você não está aqui. Tudo me lembra você; tudo! Falar que estou solteira me dá dor no peito e com ela a dor da perda. Não! Eu não aceito te perder, mesmo! Sei que nossa história não termina aqui. Você me desmonta, me deixa atônita. Sem se esforçar muito, consegue trazer todo o sentimento que procurei esconder pra evitar sofrimento, à tona. Perco a cabeça, me deixo levar, choro, choro, sofro. É, eu sofro; sofro sua ausência. Sofro por não ter você aqui do meu lado, por não saber como você está de verdade. Sofro por não saber se realmente você ainda me quer e só ter dito aquilo em momento de indecisão. Sofro ainda a falta das tuas risadas bobas.

Já não sei pra onde ir, o que pensar ou o que fazer. Você que de repente era meu mundo, agora é meu passado. Como lidar com isso? É muita dor que carrego aqui no peito. Às vezes não suporto e me deito nas lágrimas. Fico pensando se essa minha luta vale a pena. Será que vale? Será? Preciso tanto de você. E cadê você? Você foi embora e eu fiquei. E a solidão se torna minha eterna companheira...

04 março, 2011

Bipolaridade





1º dia...

Ela: Eu eu te amo
Ela²: Eu te amo tanto. Não sei o que seria da minha vida sem você.


2º dia...

Ela: Amor, eu te amo
Ela²: Eu to indecisa, acho que não damos mais certo.
Ela: Como assim? Ontem você disse que me amava tanto!


“Espera aí!
Nem vem com essa história
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?
'Cê disse que me amava tanto ontem
Eu juro que ouvi” (Vai – Ana Carolina)


É... Como lidar com pessoas bipolares?
Na verdade: o que é bipolaridade?

Cientificamente falando, é considerada bipolar uma pessoa que sofre alterações de humor, desde mania até a depressão, com períodos de “normalidade” entre esses ciclos.

Atire a primeira pedra quem nunca disse a famosa frase “você é bipolar”.
Em dias como os de hoje, é normal ouvir/falar essa frase. Hoje em dia a bipolaridade está “na moda” e a cada dia mais é tomada como um “adjetivo”. É como se bipolaridade fosse um defeito ou qualidade que algumas pessoas têm, mas, não é bem assim.
Bipolaridade é uma doença incontrolável que gera uma série de problemas na vida de quem a tem e na vida de quem convive com quem a tem. Se uma pessoa bipolar está em um relacionamento sério (namoro, casamento, etc...) causa um grande problema que deve ser detectado o mais rápido possíel para que haja uma possível cura.
Muitas pessoas se passam por bipolares para tirar a culpa de si próprio e por na doença inexistente. Essa confusão de “ter ou não” a doença, acaba confundindo as pessoas ao redor e a própria pessoa porque de tanto acreditar que tem a doença, se passa por doente e com isso as pessoas tendem a ter um cuidado e precaução a mais com a pessoa “bipolar”.
Uma pessoa realmente bipolar, pode chegar ao extremo da depressão seguida de suicídio e, no outro extremo, a euforia de tentar escrever um livro num só dia, por exemplo. O humor e a variação de sentimentos, muda de 8 a 80 em alguns instantes, causando sérios transtornos. O bipolar quase nunca percebe que está doente; ele sempre coloca a culpa em alguma coisa que na maioria das vezes é a família, o trabalho e em até um amigo ou namorado(a).
O tratamento com carbonato de lítio é um dos mais indicados pra quem tem bipolaridade. É feito um tratamento que envolve: psicólogos, medicação, restrição ao álcool e cafeína, aumento nas horas de sono e no alimentos ricos em ômega 3. As terapias também têm grande papel na recuperação de uma pessoa bipolar já que cienfitificamente ainda não tem cura.
A maioria das pessoas que procura um médico na cura da bipolaridade, não a tem. Para ter certeza, médicos psiquiátricos fazem uma avaliação do paciente para a resposta positiva ou negativa.

Afinal, a bipolaridade existe ou é apenas um meio de direcionar a culpa de algo?

15 janeiro, 2011

Você é “foda”!




Palavra de quatro letras com muitos significados...

Na sua opinião, o que é ser foda?

Ser foda é ter carro?
Ser foda é passar na faculdade?
Ser foda é ter dinheiro pra gastar nas baladas?
Ser foda é se exibir?

Afinal, o que é ser foda?

Andei pensando muito nessa palavra, pois, a uso muito.

Ser foda pra mim é ajudar um cego a atravessar a rua, é amparar uma velhinha quando a mesma estiver caindo, é defender com unhas e dentes um homossexual em chacota.
Ser foda pra mim é lutar pelos direitos, é acreditar que ainda que tudo esteja dando errado, vai melhorar.
Ser foda pra mim é acordar com bom humor, dar “bom dia” a todos, ser educado, prestativo e amigável.
Ser foda é não ter medo de enfrentar obstáculos só por ter ouvido um “você não vai conseguir” e conquistar além do planejado.
Ser foda é abraçar um amigo só por ver no olhar que ele está mal e dizer “tô com você pra tudo”
Ser foda é acreditar que ainda existem pessoas confiáveis e ser uma delas.
Ser foda é ter verdadeiros amigos nas quais se pode contar pra tudo.
Ser foda é não acreditar no primeiro médico, no primeiro diagnóstico. Procurar outras “respostas” sempre.
Ser foda é perguntar “mãe, está tudo bem?” ainda que ela abra um sorriso, pois, na maioria das vezes ela não quer te preocupar com as lágrimas.
Ser foda é deixar saudades ainda que tenham o visto há 5 minutos.
Ser foda é ser verdadeiro, é ter personalidade forte e não mudar o pensamento positivo nunca!
Ser foda é estar entre amigos e comentar das aventuras que fazia quando criança.
Ser foda é não querer chamar atenção, mas, estar sempre com pessoas que o pedem pra conversar.
Ser foda é dormir de consciência limpa, sabendo que nada fez de errado.
Ser foda é admitir um erro ainda que ele lhe custe menos uma amizade.
Ser foda é amar o inimigo e orar por ele.
Ser foda é saber que o mundo é formado de pessoas e não de objetos, tendo assim cuidado com o sentimento alheio.
Ser foda é errar e saber se desculpar. 
Ser foda é respeitar os limites do outro, saber a hora de falar e de ouvir.
Ser foda é ser divertido, é ousar, é sentir que vai conquistar o mundo só por usar uma blusa nova...

Ser foda é ser um ser humano com caráter, valores e dignidade!

08 dezembro, 2010

Ser Criança x Ser Adulto







Nesse texto resolvi escrever algo mais “do meu jeito”. Não que os outros tivessem sido feitos de alguma forma diferente, mas, foram um pouco mais – digamos – formais.

Estava eu no MSN (vício), conversando e desabafando os defeitos que eu não gostava em tal pessoa e ela os meus. Críticas construtivas são SEMPRE bem vindas [/fikdik], quando de repente, falei que quando somos crianças, nada pesa. Quando a gente “cresce” há tantas responsabilidades e por isso temos a mania de falar “esse ano passou rápido o.O”. Na verdade ele passou como todos os outros anos, mas, quanto temos mais responsabilidade e ocupamos mais o tempo, ele parece se esvair mesmo; é normal.
Durante, essa tal conversa, resolvi escrever algumas coisas que acabaram criando sem eu perceber um mini texto...
Segue:


“Queria ter 5 anos... Pra poder me sujar de terra, pra jogar bola, pra chorar sem ser zoada...
Queria ter 5 anos... Pra não ter responsabilidade, pra ter carinho, pra ter atenção...
Queria ter 5 anos... Pra que o mundo fosse maior e que meus pais resolvessem meus problemas...
Queria ter 5 anos... Pra que eu pudesse saber amar de verdade, olhar fundo nos olhos e chorar de saudade...
Queria ter 5 anos... Pra que quando eu me cortasse, passassem Merthiolate
Queria ter 5 anos... Pra que nada nem ninguém pudesse me impedir de comer coisas com calorias...
Queria ter 5 anos... Pra que eu achasse que Deus é minha razão e orasse de coração...
Queria ter 5 anos... Pra que não tivesse dúvidas, e nem me arrependesse, ao fazer as escolhas...
Queria ter 5 anos... Pra poder fazer bico, manha e ser sentimental...
Queria ter 5 anos... Pra rolar na areia, brincar numa piscina de bolinhas coloridas e gritar “mãe, manda ela parar”...
Queria ter 5 anos... Pra construir castelinho e encher a bunda de areia na praia...
Queria ter 5 anos... Somente assim, poderia saber o que as outras crianças pensam e assim, poderia fazer tudo de novo; de um jeito diferente!”

By: Penélope Charmosa


É tudo tão gostoso quando a gente é criança, né? Por que é tão ruim crescer? Por que TEMOS que crescer? "/

27 novembro, 2010

Segura minha mão?






Segura minha mão? Me deixa te mostrar quão amável eu posso ser, basta me dar uma chance.
Segura minha mão? Me deixa transparecer o que vem de dentro do meu coração.
Segura minha mão? Me deixa te levar a lugares diferentes, passear por entre os campos da paixão e do amor, descobrir e redescobrir sentimentos.
Segura minha mão? Me deixa conquistar casa centímetro seu.
Segura minha mão? Me deixa inundar você com minha alegria em te ter do meu lado.
Segura minha mão? Me deixa criar um mundo só nosso onde só eu olhe pra você e você pra mim.
Segura minha mão? Me dá permissão de tocar no íntimo da sua alma.
Segura minha mão? Me deixa te fazer feliz e me conhecer profundamente.
Segura minha mão? Me deixa conhecer seus defeitos, suas qualidades, me deixa saber quem você é.
Segura minha mão? Me deixa invadir seu espaço e saber suas fraquezas.
Segura minha mão? Me deixa te fazer forte e ter segurança pra um dia dizer “eu te amo”.
Segura minha mão? Me deixa te fazer minha criança, correr por aí, tomar sorvete e sujar a roupa.
Segura minha mão? Me deixa te mostrar meus pontos fracos, aqueles que se tocados, me machucam.
Segura minha mão? Me deixa te mostrar que o amor ainda existe, basta procurarmos.
Segura minha mão? Me deixa inventar frases loucas só pra te fazer rir; te ver bem me faz bem.
Segura minha mão? Me deixa te dar apoio e te ensinar a confiar em mim pra que seja recíproco.
Segura minha mão? Me deixa te seguir, te buscar, te amar...

Só não me deixe.

Se foi...



Do meu peito vem um grito que não posso soltar. Talvez ele tenha sido sufocado no minuto em que você disse adeus. Vinha sendo cultivado, vinha sendo limitado, mas, criou asas e tentou voar. Você o impediu e me deixou as margens da esperança e só da esperança. As lágrimas já não eram necessárias talvez porque eu já não as tivesse pra exalar o quanto sofro.
O susto e a falta de ar ao você dizer adeus foram de cortar qualquer coração. É... Surgiu paixão sem que eu percebesse ou pudesse domar e tomar conta. Enraizou e criou expectativas insensatas e talvez até insanas que agora têm de ser bloqueadas, quebradas.
É tudo tão estranho como quando penso em você meu mundo gira devagar tornando cada passo da minha caminhada uma eternidade, fazendo com que cada momento que eu tenha de felicidade acabe num passe de mágica.
Você ainda vive em mim, meu corpo ainda sente teu calor, minha boca ainda sente seu gosto, teu cheiro ainda está aqui.
Talvez você tenha me esquecido de vez e feito com quem eu passasse a ser apenas passado, mas, eu não. Eu sempre me lembro de cada detalhe seu, de cada palavra, de como você fica engraçada quando está com raiva ou da maneira como você come. Seu abraço e olhar diziam tudo, hoje não os tenho. As palavras bem ditas e detalhadas hoje me fazem falta. Até sua timidez me faz falta.
Hoje sou eu, o mundo gira e amanhã pode ser você; cuidado. A vida é assim, são processos e processos.
Queria voar bem alto, poder tocar o céu e tentar lembrar menos, tentar dormir sem lembrar cada momento, poder viver sem te ter tão viva em mim e saber que você está bem e que eu também. Talvez um dia, quem sabe, isso aconteça. A vida é uma caixinha de surpresas, é tudo tão incrível. Tudo acontece de forma clara, como tem que acontecer. Devo eu sorrir pra tristeza? Devo eu prosseguir e tentar fazer tudo virar passado? Como?
Tudo aqui é sombrio, é frio, não tem vida. Tudo se forma lentamente como se eu estivesse numa vida em câmera lenta.
Não tenho mais ânimo pra prosseguir, sem ti me perco; eu juro... Eu te juro amor eterno.

26 novembro, 2010

Julgar



É engraçado como julgar é fácil, né?! Ainda que falemos que não julgamos, julgamos. Ainda que falemos que não temos preconceito, julgamos.

“Eu julgo
Tu julgas
Ele julga
Nós julgamos
Vós julgais
Eles julgam...”

É assim que é e assim que vai ser pra sempre. Todos julgam. É normal falar que aquela pessoa não está adequada àquela roupa, mas é difícil falar que ela tem um estilo diferente. É... Pode ser que seja um meio de ela estar dizendo pro mundo que quer e precisa de atenção. Ela pode estar carente, mas, ninguém a percebe; julga. É normal também falar que seu irmão/pai/amigo falhou com você e julgá-lo de palavras que não são fáceis de ouvir. Julgar infelizmente faz parte do cotidiano do ser humano.
Sempre estamos julgando tudo e todos mas, às vezes e na maioria das vezes, julgamos errado alguém ou alguma atitude.
Aquela pessoa que a gente julga na maioria das vezes tem muito a nos ensinar. Coisas até então não ditas ou não aprendidas, são experimentadas a partir de quando a gente deixa o julgamento de lado e passa a ver mais o outro, a ser colocar no lugar do outro e tentar entender como ele se sente ou como você se sentiria se ouvisse tais palavras.
Que benefícios trazem um julgamento? Pra quem faz: nenhum; pra quem recebe: às vezes sérios problemas.
Julgar só pra colocar no outro a culpa de também ser julgado? Porque você é desse jeito e quer forçar essa pessoa a ser também?
Julgar por que? Porque o que você acha bonitinho não é o que essa pessoa é ou tem? Se ela se veste de tal maneira ou ouve tal música, é gosto dela! Cada um tem o direito de gostar ou não de qualquer coisa.
Julgar pra que se a gente pode mudar o mundo e torná-lo menos “julgador”?!
Tentar rever os conceitos, nessa hora, ajuda e muito!
Afinal, quem não tem suas preferências?